Próximos espectáculos:
17 de Maio em Caldas da Rainha no Teatro da Rainha 21:30
23 de Maio em Leiria no Auditório do IPL às 21:30
(espectáculos inseridos no festival Mercúrio)
12, 13 e 14 de Junho na sala da 17 do edíficio pedagógico da ESAD/CR
28 e 29 de Junho no Bombarral
(horários e espaço do Bombarral a confirmar)
Contamos convosco
Para mais informações contacte Ana Carina Paulino 917971725
domingo, 13 de maio de 2007
words cannot describe the twinkle in your eyes....
Ainda está tudo em processo de ressaca, de assimilação.. para mim é muito cedo ainda para falar de algo que se está a construir agora, por mais curioso que seja estarmos a trabalhar nisto desde Outubro.
Mas consigo perceber por parte de alguns colegas situações diversas, personalidades artisticas que já se começam a desenhar: Os mais entusiastas que desmaiam com as falhas e se erguem aos céus com um acumular de energia positiva; Os amargurados, frustrados cujo processo não está a trazer nada de novo a não ser um descontentamento que tentam ignorar de cada vez que entram em cena. Há-os despreocupados, que acreditam no que fazem e que são uma espécie de entusiastas mas com energia muito bem controlada. Há também aqueles a quem entrar em cena é a mesma coisa que ir ao talho e comprar dois quilos de carne de vaca, entram, saem, vestem, despem como se o ritual não o fosse simplesmente... E é bom sentir todas estas diferenças dentro de um grupo tão heterogéneo e tão interessante e "com uma enorme capacidade de sofrimento" (citação de João Garcia Miguel a minutos da estreia)
Por motivos vários estes últimos dias não tem sido fáceis, são demasiadas pedras a rolar pela rua baixo e a insegurança, o medo e a dúvida têm-me fechado numa concha demasiado estranha que não me está a deixar gozar em pleno esta nova fase. Mas, acima de tudo reconheço a importancia de ir contra este sentimento e tentar divertir-me com aquilo que me estão a proporcionar...
Acho que falo um pouco por todos nós:
João Garcia Miguel obrigada por tudo o que nos foste transmitindo ao longo deste tempo, as tuas pérolas, o teu saber, os teus sorrisos ser-me-ão indispensaveis daqui para a frente... Nem sabes como é importante estar em palco e olhar para a tua cara de felicidade, esse teu sorriso encantado e olhos a brilhar que por mais que tentes não consegues disfarçar....
Margarida Tavares a tua disponibilidade para estares connosco, o prazer que tens nisso tem sido fantástico. Obrigada por te lembrares daqueles pormenores em que ninguem pensa ;o) Obrigada por teres voltado.....
Ricardo Pimentel a tua boa disposição e subtil presença torna-se, a pouco e pouco um clássico entre nós, por muito que isso te esgote e te canse... Ao senhor técnico das luzes e companheiro de cervejas, cigarros e confidências grazie grazie grazie... Tu-ru-ru-ru-ru,ue-ue-ueeeee..... Jameson sempre na periferia....
Mário Caeiro e pessoal de Animação Cultural um muito obrigada pela experiência que já foi e ainda será de ir por aí pisar outras tábuas que não as da escola, de poder carregar o nome da ESAD/CR desta maneira, poder participar num festival destes, de ter tanto privilégio logo no primeiro ano... Meninas sempre bem dispostas e prontas a aturar seja qual o for o capricho que os senhores actores tenham na cabeça... Um conselho, não nos deixem abusar.......
Miguel Nicolau o teu trabalho foi fantástico fizeste-nos parecer a todos tão bonitos nas tuas fotos, hehe.... Muito obrigada por juntares o teu gosto ao nosso e por teres criado umas imagens que dizem ao mesmo tempo tanto e tão pouco daquilo que somos ali... Estás sempre conviddao para continuares a acompanhar-nos e a olhar para nos atraves da tua objectiva e a captar singelos momentos através de um clique.......
E a todos os que nos olham da segurança das cadeiras da plateia obrigada pelos sorrisos, obrigada pelas gargalhadas, obrigada pelos risos contidos, obrigada até pelos sonhos que têm quando adormecem, obrigada pelas palmas, obrigada por terem abdicado de algo para nos acompanhar nesta pequena viagem de duas horas que nos é tão importante enquanto profissionais e enquanto pessoas........
E obrigada a todos os outros cujo trabalho está e estará sempre implicito em nós "bonecos" por vós moldados ;o) Ao Tenesse Williams, até ao Ibsen e ao Gui pelas suas fantásticas prospostas de silêncio sempre refutadas. Ao desenrolar até ao umbigo do Stephan e sua grrande bola, Sthephan foi muita bom!!! E claro, a cricóideia/tiroideia/retração/inclinação da Ana Sacramento que nos deu a (an)coragem para (supostamente) não nos falhar a voz.... E BOM, não me podia esquecer do grande JER, BOM que é sempre tão bom ouvir o que tem a dizer sobre o Ivanov...
Eu aposto que ele em vez de ONU ele queria por outro nome para o "passa o pito" ;o) JER és o MAIOR!!!!!!!!!!!!!!!
Malta, não esqueçam nunca: DEIXEM-SE LEVAR!!!!!!!!!!!
Ana Carina Paulino
Mas consigo perceber por parte de alguns colegas situações diversas, personalidades artisticas que já se começam a desenhar: Os mais entusiastas que desmaiam com as falhas e se erguem aos céus com um acumular de energia positiva; Os amargurados, frustrados cujo processo não está a trazer nada de novo a não ser um descontentamento que tentam ignorar de cada vez que entram em cena. Há-os despreocupados, que acreditam no que fazem e que são uma espécie de entusiastas mas com energia muito bem controlada. Há também aqueles a quem entrar em cena é a mesma coisa que ir ao talho e comprar dois quilos de carne de vaca, entram, saem, vestem, despem como se o ritual não o fosse simplesmente... E é bom sentir todas estas diferenças dentro de um grupo tão heterogéneo e tão interessante e "com uma enorme capacidade de sofrimento" (citação de João Garcia Miguel a minutos da estreia)
Por motivos vários estes últimos dias não tem sido fáceis, são demasiadas pedras a rolar pela rua baixo e a insegurança, o medo e a dúvida têm-me fechado numa concha demasiado estranha que não me está a deixar gozar em pleno esta nova fase. Mas, acima de tudo reconheço a importancia de ir contra este sentimento e tentar divertir-me com aquilo que me estão a proporcionar...
Acho que falo um pouco por todos nós:
João Garcia Miguel obrigada por tudo o que nos foste transmitindo ao longo deste tempo, as tuas pérolas, o teu saber, os teus sorrisos ser-me-ão indispensaveis daqui para a frente... Nem sabes como é importante estar em palco e olhar para a tua cara de felicidade, esse teu sorriso encantado e olhos a brilhar que por mais que tentes não consegues disfarçar....
Margarida Tavares a tua disponibilidade para estares connosco, o prazer que tens nisso tem sido fantástico. Obrigada por te lembrares daqueles pormenores em que ninguem pensa ;o) Obrigada por teres voltado.....
Ricardo Pimentel a tua boa disposição e subtil presença torna-se, a pouco e pouco um clássico entre nós, por muito que isso te esgote e te canse... Ao senhor técnico das luzes e companheiro de cervejas, cigarros e confidências grazie grazie grazie... Tu-ru-ru-ru-ru,ue-ue-ueeeee..... Jameson sempre na periferia....
Mário Caeiro e pessoal de Animação Cultural um muito obrigada pela experiência que já foi e ainda será de ir por aí pisar outras tábuas que não as da escola, de poder carregar o nome da ESAD/CR desta maneira, poder participar num festival destes, de ter tanto privilégio logo no primeiro ano... Meninas sempre bem dispostas e prontas a aturar seja qual o for o capricho que os senhores actores tenham na cabeça... Um conselho, não nos deixem abusar.......
Miguel Nicolau o teu trabalho foi fantástico fizeste-nos parecer a todos tão bonitos nas tuas fotos, hehe.... Muito obrigada por juntares o teu gosto ao nosso e por teres criado umas imagens que dizem ao mesmo tempo tanto e tão pouco daquilo que somos ali... Estás sempre conviddao para continuares a acompanhar-nos e a olhar para nos atraves da tua objectiva e a captar singelos momentos através de um clique.......
E a todos os que nos olham da segurança das cadeiras da plateia obrigada pelos sorrisos, obrigada pelas gargalhadas, obrigada pelos risos contidos, obrigada até pelos sonhos que têm quando adormecem, obrigada pelas palmas, obrigada por terem abdicado de algo para nos acompanhar nesta pequena viagem de duas horas que nos é tão importante enquanto profissionais e enquanto pessoas........
E obrigada a todos os outros cujo trabalho está e estará sempre implicito em nós "bonecos" por vós moldados ;o) Ao Tenesse Williams, até ao Ibsen e ao Gui pelas suas fantásticas prospostas de silêncio sempre refutadas. Ao desenrolar até ao umbigo do Stephan e sua grrande bola, Sthephan foi muita bom!!! E claro, a cricóideia/tiroideia/retração/inclinação da Ana Sacramento que nos deu a (an)coragem para (supostamente) não nos falhar a voz.... E BOM, não me podia esquecer do grande JER, BOM que é sempre tão bom ouvir o que tem a dizer sobre o Ivanov...
Eu aposto que ele em vez de ONU ele queria por outro nome para o "passa o pito" ;o) JER és o MAIOR!!!!!!!!!!!!!!!
Malta, não esqueçam nunca: DEIXEM-SE LEVAR!!!!!!!!!!!
Ana Carina Paulino
Ivanov em Peniche 11 de Maio V
"Sabes aquela sensação de borboletas que sentes no estomago uns segundos antes de entrar em palco?! Sabes aquela sensação de estar cega, de não pensar em nada enquanto estás em cena?! Sabes aquele turbilhão de emoções que nunca consegues explicar?! Que sentes sempre de cada vez que pisas o placo?! Pois, não foi nada disso que senti desta vez......." (Ana Carina)
















Ivanov em Peniche 11 de Maio IV
VOU DEIXAR AQUI UMA COISA PARA VOCÊS OS QUE ESTIVERAM LÁ SEMPRE












Exercício sobre o fluxo da consciência
Frase para despoletar o fluxo
SEMPRE SEM PAUSAS
Eu começo a ter consciência de…
Quando a criança que está dentro de mim se sente sozinha…
Quando a criança que está dentro de mim se sente feliz …
Quando a criança que está dentro de mim se sente apaixonada …
Quando a criança que está dentro de mim se magoa…
Quando a criança que está dentro de mim chora…
Quando a criança que está dentro de mim tem raiva…
Quando a criança que está dentro de mim grita …
Quando a criança que está dentro de mim foge…
Quando a criança que está dentro de mim precisa de carinho…
Quando a criança que está dentro de mim está triste…
Quando a criança que está dentro de mim se cala…
Quando a criança que está dentro de mim fica muda…
Eu começo a ter consciência de…
Eu gosto muito de…
Eu não gosto de…
Eu quero muito…
Eu não quero muito…
Eu quero ser…
Eu não quero ser…
Eu quero fazer…
Eu não quero fazer…
Eu sinto-me muito…
Eu não me sinto…
Eu quero ainda mais…
Eu não quero mais…
Eu começo a ter consciência de…
Se bem me lembro quando estava dentro da barriga da minha mãe…
Se bem me lembro quando a minha mãe sonhou comigo…
Se bem me lembro quando eu era uma deusa…
Se bem me lembro quando eu nasci…
Se bem me lembro quando o meu pai sonhou comigo…
Se bem me lembro quando o meu pai me abraçou…
Se bem me lembro quando uma pedra me caiu na cabeça
Se bem me lembro quando a minha mãe me beijou…
Se bem me lembro quando o meu pai me fez uma festa…
Eu começo a ter consciência de…
Quando o meu animal de estimação morreu…
Quando o meu cão morreu…
Quando o meu pai conheceu a minha mãe…
Quando a minha mãe nasceu…
Quando eu fui desejado…
Quando eu fui imaginada…
Se bem me lembro quando eu fui feita…
Se bem me lembro quando eu olhei para o espelho pela primeira vez…
Se bem me lembro quando eu crescia dentro da barriga da minha mãe…
Se bem me lembro quando eu crescia dentro da barriga da minha mãe o mundo era…
Se bem me lembro quando faltavam quinze dias para eu nascer…
Se bem me lembro quando faltavam cinco minutos para eu nascer…
Se bem me lembro quando eu nasci…
Se bem me lembro a primeira vez que tive medo…
Se bem me lembro a primeira vez que deixei de respirar…
Se bem me lembro quando eu mexi na terra pela primeira vez…
Se bem me lembro quando eu mexi na água pela primeira vez…
Se bem me lembro quando eu nasci o mundo era…
Se bem me lembro a primeira vez que perdi o controle…
Se bem me lembro a primeira vez que caí…
Se bem me lembro a primeira vez que voei…
Se bem me lembro quando eu ouvi a voz da minha mãe…
Se bem me lembro quando eu tinha 5 anos….
Se bem me lembro quando o meu pai me bateu…
Se bem me lembro quando a minha mãe se esqueceu de mim…
Se bem me lembro quando eu olhei para o espelho pela segunda vez…
Se bem me lembro quando eu tinha 10 anos…
Se bem me lembro quando o meu pai me adormeceu à noite…
Se bem me lembro quando o meu pai não me veio buscar…
Se bem me lembro o mundo quando eu era novo…
Se bem me lembro quando eu era nova…
Se bem me lembro quando eu era nova sentia-me…
Se bem me lembro a primeira vez que me magoei…
Se bem me lembro quando eu perdi o primeiro amor…
Se bem me lembro quando eu fui infiel a primeira vez…
Se bem me lembro a primeira vez que chorei…
Se eu me lembrasse como era a vida quando era nova…
Se bem me lembro quando eu tinha 15 anos…
Se bem me lembro a primeira vez que me senti violada…
Se bem me lembro a primeira vez que me senti culpada…
Se bem me lembro a primeira vez que me vinguei de alguém…
Se bem me lembro a primeira vez que senti vergonha…
Se bem me lembro a primeira vez que menti…
Se bem me lembro quando me sinto revoltada…
Eu começo a ter consciência de…
SEMPRE SEM PAUSAS
Quando a criança dentro de mim se perde…
Quando a criança dentro de mim se sente ignorada…
Quando a criança dentro de mim se sente abandonada…
Quando a criança dentro de mim se vê ao espelho…
Se bem me lembro a primeira vez que me senti triste…
Se bem me lembro a primeira vez que chorei…
Se bem me lembro a primeira vez que tive medo…
Se bem me lembro a primeira vez que faltou a respiração…
Se bem me lembro a primeira que vi sangue…
Se bem me lembro a primeira vez que amei…
Se bem me lembro a primeira vez que não gostei de olhar para mim…
Se bem me lembro a primeira vez que tive vontade de matar foi…
Se bem me lembro o sabor do sangue recorda-me…
Quando eu tinha vinte anos…
Se bem me lembro que primeira vez que beijei…
Se bem me lembro o mundo quando eu era adolescente…
Se bem me lembro quando eu era adolescente…
Quando a criança dentro de mim olhou para dentro de si…
Eu começo a ter consciência…
Neste momento não tenho consciência…
Se bem me lembro a primeira vez que tive consciência…
Se bem me lembro a segunda vez que tive vontade de matar…
Quando eu não tenho consciência….
Se bem me lembro a primeira vez que senti vergonha…
Se bem me lembro a primeira vez que estive grávida…
Se bem me lembro a primeira vez que vi o meu filho…
Se bem me lembro quando senti o meu filho a sair de dentro de mim…
Quando eu tinha trinta anos…
A primeira vez que me senti sozinha foi…
Se bem me lembro quando o meu filho morreu…
Quando eu tinha quarenta anos..
Eu gosto muito de…
Eu não gosto de…
Eu quero muito…
Eu não quero…
Se bem me lembro a primeira vez que um homem me possuiu…
Se bem me lembro a primeira vez que quis morrer…
Se bem me lembro a primeira vez que me senti sozinha…
Se bem me lembro a primeira vez que não consegui falar…
Se bem me lembro a primeira vez que tive medo de mim…
Se bem me lembro a primeira vez que gritei alto…
Eu quero ser…
Eu não quero ser…
Eu quero fazer…
Eu não quero fazer
Eu sinto-me muito…
Eu não me sinto…
Quando eu olho ao espelho eu vejo…
Se bem me lembro a segunda vez que estive grávida…
Se bem me lembro quando eu me senti doente…
Se bem me lembro quando eu me senti fraca…
Se bem me lembro quando eu me senti forte…
Se bem me lembro quando eu tive um filho senti…
Se bem me lembro a primeira vez que me senti vazia…
Quando eu tive medo…
Se bem me lembro a primeira vez que me senti velha…
Quando eu enterrei a minha mãe…
Cinco minutos antes de morrer…
Se bem me lembro quando morri…
Se bem me lembro a ultima vez que me senti vazia…
Eu começo a ter consciência de…
Frase para despoletar o fluxo
SEMPRE SEM PAUSAS
Eu começo a ter consciência de…
Quando a criança que está dentro de mim se sente sozinha…
Quando a criança que está dentro de mim se sente feliz …
Quando a criança que está dentro de mim se sente apaixonada …
Quando a criança que está dentro de mim se magoa…
Quando a criança que está dentro de mim chora…
Quando a criança que está dentro de mim tem raiva…
Quando a criança que está dentro de mim grita …
Quando a criança que está dentro de mim foge…
Quando a criança que está dentro de mim precisa de carinho…
Quando a criança que está dentro de mim está triste…
Quando a criança que está dentro de mim se cala…
Quando a criança que está dentro de mim fica muda…
Eu começo a ter consciência de…
Eu gosto muito de…
Eu não gosto de…
Eu quero muito…
Eu não quero muito…
Eu quero ser…
Eu não quero ser…
Eu quero fazer…
Eu não quero fazer…
Eu sinto-me muito…
Eu não me sinto…
Eu quero ainda mais…
Eu não quero mais…
Eu começo a ter consciência de…
Se bem me lembro quando estava dentro da barriga da minha mãe…
Se bem me lembro quando a minha mãe sonhou comigo…
Se bem me lembro quando eu era uma deusa…
Se bem me lembro quando eu nasci…
Se bem me lembro quando o meu pai sonhou comigo…
Se bem me lembro quando o meu pai me abraçou…
Se bem me lembro quando uma pedra me caiu na cabeça
Se bem me lembro quando a minha mãe me beijou…
Se bem me lembro quando o meu pai me fez uma festa…
Eu começo a ter consciência de…
Quando o meu animal de estimação morreu…
Quando o meu cão morreu…
Quando o meu pai conheceu a minha mãe…
Quando a minha mãe nasceu…
Quando eu fui desejado…
Quando eu fui imaginada…
Se bem me lembro quando eu fui feita…
Se bem me lembro quando eu olhei para o espelho pela primeira vez…
Se bem me lembro quando eu crescia dentro da barriga da minha mãe…
Se bem me lembro quando eu crescia dentro da barriga da minha mãe o mundo era…
Se bem me lembro quando faltavam quinze dias para eu nascer…
Se bem me lembro quando faltavam cinco minutos para eu nascer…
Se bem me lembro quando eu nasci…
Se bem me lembro a primeira vez que tive medo…
Se bem me lembro a primeira vez que deixei de respirar…
Se bem me lembro quando eu mexi na terra pela primeira vez…
Se bem me lembro quando eu mexi na água pela primeira vez…
Se bem me lembro quando eu nasci o mundo era…
Se bem me lembro a primeira vez que perdi o controle…
Se bem me lembro a primeira vez que caí…
Se bem me lembro a primeira vez que voei…
Se bem me lembro quando eu ouvi a voz da minha mãe…
Se bem me lembro quando eu tinha 5 anos….
Se bem me lembro quando o meu pai me bateu…
Se bem me lembro quando a minha mãe se esqueceu de mim…
Se bem me lembro quando eu olhei para o espelho pela segunda vez…
Se bem me lembro quando eu tinha 10 anos…
Se bem me lembro quando o meu pai me adormeceu à noite…
Se bem me lembro quando o meu pai não me veio buscar…
Se bem me lembro o mundo quando eu era novo…
Se bem me lembro quando eu era nova…
Se bem me lembro quando eu era nova sentia-me…
Se bem me lembro a primeira vez que me magoei…
Se bem me lembro quando eu perdi o primeiro amor…
Se bem me lembro quando eu fui infiel a primeira vez…
Se bem me lembro a primeira vez que chorei…
Se eu me lembrasse como era a vida quando era nova…
Se bem me lembro quando eu tinha 15 anos…
Se bem me lembro a primeira vez que me senti violada…
Se bem me lembro a primeira vez que me senti culpada…
Se bem me lembro a primeira vez que me vinguei de alguém…
Se bem me lembro a primeira vez que senti vergonha…
Se bem me lembro a primeira vez que menti…
Se bem me lembro quando me sinto revoltada…
Eu começo a ter consciência de…
SEMPRE SEM PAUSAS
Quando a criança dentro de mim se perde…
Quando a criança dentro de mim se sente ignorada…
Quando a criança dentro de mim se sente abandonada…
Quando a criança dentro de mim se vê ao espelho…
Se bem me lembro a primeira vez que me senti triste…
Se bem me lembro a primeira vez que chorei…
Se bem me lembro a primeira vez que tive medo…
Se bem me lembro a primeira vez que faltou a respiração…
Se bem me lembro a primeira que vi sangue…
Se bem me lembro a primeira vez que amei…
Se bem me lembro a primeira vez que não gostei de olhar para mim…
Se bem me lembro a primeira vez que tive vontade de matar foi…
Se bem me lembro o sabor do sangue recorda-me…
Quando eu tinha vinte anos…
Se bem me lembro que primeira vez que beijei…
Se bem me lembro o mundo quando eu era adolescente…
Se bem me lembro quando eu era adolescente…
Quando a criança dentro de mim olhou para dentro de si…
Eu começo a ter consciência…
Neste momento não tenho consciência…
Se bem me lembro a primeira vez que tive consciência…
Se bem me lembro a segunda vez que tive vontade de matar…
Quando eu não tenho consciência….
Se bem me lembro a primeira vez que senti vergonha…
Se bem me lembro a primeira vez que estive grávida…
Se bem me lembro a primeira vez que vi o meu filho…
Se bem me lembro quando senti o meu filho a sair de dentro de mim…
Quando eu tinha trinta anos…
A primeira vez que me senti sozinha foi…
Se bem me lembro quando o meu filho morreu…
Quando eu tinha quarenta anos..
Eu gosto muito de…
Eu não gosto de…
Eu quero muito…
Eu não quero…
Se bem me lembro a primeira vez que um homem me possuiu…
Se bem me lembro a primeira vez que quis morrer…
Se bem me lembro a primeira vez que me senti sozinha…
Se bem me lembro a primeira vez que não consegui falar…
Se bem me lembro a primeira vez que tive medo de mim…
Se bem me lembro a primeira vez que gritei alto…
Eu quero ser…
Eu não quero ser…
Eu quero fazer…
Eu não quero fazer
Eu sinto-me muito…
Eu não me sinto…
Quando eu olho ao espelho eu vejo…
Se bem me lembro a segunda vez que estive grávida…
Se bem me lembro quando eu me senti doente…
Se bem me lembro quando eu me senti fraca…
Se bem me lembro quando eu me senti forte…
Se bem me lembro quando eu tive um filho senti…
Se bem me lembro a primeira vez que me senti vazia…
Quando eu tive medo…
Se bem me lembro a primeira vez que me senti velha…
Quando eu enterrei a minha mãe…
Cinco minutos antes de morrer…
Se bem me lembro quando morri…
Se bem me lembro a ultima vez que me senti vazia…
Eu começo a ter consciência de…
Ivanov em Peniche 11 de Maio III
Ivanov em Peniche 11 de Maio II
Para ser sincera, não sinto nada demais. Talvez mais tarde venha a sentir, mas parece que o Ivanov conseguiu contagiar-me com a sua incapacidade de sentir seja o que for, em relação aquilo que mais ama. Não digo que para mim, subir ao palco não foi óptimo, isso é algo que me faz sempre sentir algo maravilhoso, Mas, talvez por já estarmos a trabalhar nesta peça há tanto tempo, o que sinto é vontade de começar já a trabalhar noutra coisa qualquer! (Sara Feteiro)








Ivanov em Peniche 11 de Maio
Saímos finalmente do espaço que tão bem nos acolheu durante todos estes meses de trabalho umas vezes mais duro que outras... O nosso corpo estava já habituado às paredes, às janelas, à temperatura do chão, às mesas, cadeiras e estrados que nos serviam de cenário... Mas, "tass bem....claro k ha alteraçoes mas acho k m consigo adaptar bem... doi-me um pouco a cabeça só.....e tou a ficar um poko lixado da garganta" (Vasco)






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